O CFO representa uma das partes mais importantes de uma empresa, por isso listamos os principais atributos que esse profissional pode levar consigo, tanto no aspecto ser como no fazer.

O que é um CFO?

O papel de um executivo de finanças vai muito além de zelar para que o operacional funcione corretamente. O CFO é o responsável pela saúde financeira e econômica da organização, pelo direcionamento de investimentos e a análise de riscos em situações variadas.

Isso quer dizer que o profissional que ocupa o cargo de executivo de finanças deve reunir uma série de características que permitam-no transitar entre áreas, realizar negociações e defender o posicionamento da organização em conflitos, entre outras situações.

Os CFOs agora desempenham um papel fundamental na hora de ajudar os CEOs. É o momento perfeito para os CFOs analisarem a cadeia de valor de suas empresas e questionarem onde estão as maiores oportunidades de lucros que ainda não são aproveitadas.

Posicionamento estratégico de um CFO

Gerenciar setores e grandes equipes de pessoas nem sempre é tarefa fácil. Enquanto não temos total confiança em quem está ao nosso lado, tendemos a centralizar atividades e decisões e tornando nossa rotina cada vez mais carregada.

Entretanto, o CFO não pode se deixar levar pelo microgerenciamento. Ele precisa estar concentrado no planejamento estratégico financeiro, no futuro da organização e nas decisões que têm impacto importante no andamento dos negócios.

O CFO também precisa desenvolver sua comunicação!

É comum encontrarmos executivos de finanças mergulhados em números, planilhas e gráficos, sem se relacionarem adequadamente com a equipe. Esse é outro ponto a ser desenvolvido pelo CFO, a comunicação interpessoal.

Um time coeso depende de um líder que interaja com a equipe, que a motive e esteja sempre disposto a ensinar e compartilhar conhecimento. Dar e receber feedback é imprescindível, assim como estimular um clima organizacional propício para que isso ocorra em todos os níveis hierárquicos da organização.

Colaboração é um tema recorrente nas organizações, no entanto, pouco aplicado do ponto de vista prático. Enquanto 75% dos profissionais julga a colaboração entre pares de extrema importância, 39% deles creem que suas empresas não se esforçam o suficiente para promover esse tipo de auxílio mútuo.

Investigando sobre o poder da colaboração nas empresas, a Salesforce descobriu que 86% dos profissionais culpa a falta de cooperação por falhas internas, que vão desde as mais básicas até as mais impactantes, como prejuízos financeiros.

Como um CFO faz a integração de sua equipe?

CFOs são verdadeiros influenciadores no ambiente de trabalho. Mesmo fora de seus setores de atuação, eles têm opinião garantida e respeitada entre os demais profissionais da empresa. Diante disso, executivos de finanças exercem um importante papel na integração de equipes.

Não estamos falando apenas de promover um ambiente propício ao diálogo e à troca de ideias, mas também de mostrar aos colaboradores da organização que é possível construir conhecimento especializado fazendo uso das tecnologias disponíveis.

Plataformas em nuvem, aplicativos e redes sociais corporativas promovem o intercâmbio de conhecimento na organização e melhoram a capacidade produtiva de cada setor. Exemplo disso é cada liderança de setor ter acesso ao seu controle orçamentário e poder opinar sobre ele em tempo real, contribuindo para a otimização de recursos.

CFOs precisam alinhar objetivos

O poder da colaboração do CFO também está na capacidade de socializar objetivos estratégicos financeiros e conscientizar a organização como um todo sobre a necessidade de racionalizar recursos.

Isso pode ser facilitado com o uso de dashboards de monitoramento que mostram o consumo de recursos da empresa por setor e para geração de insights que auxiliem no aumento da eficiência operacional por meio da redução de custos.

Integrando tais informações a sistemas de gestão financeira, é possível depreender onde há gastos desnecessários e promover mudanças internas que favoreçam a saúde financeira da organização, compartilhando esses dados com o C-suite da empresa – CHROs, CTOs, CMOs, CEOs, CIOs, COOs – e incluindo-os na responsabilidade pelos indicadores financeiros do negócio.

Como o CFO coordena interesses?

O termo colaboração é visto, por muitas vezes, como algo negativo. No entanto, sabemos que uma empresa depende de suas relações com diversos stakeholders, tais como fornecedores, acionistas e investidores, por exemplo.

Com a transformação digital e a necessidade de tornar os modelos de negócios mais dinâmicos e competitivos, é preciso adotar uma postura colaborativa para com esses atores organizacionais.

A troca de conhecimento e informações estratégicas se faz necessária para formar alianças mais fortes, promover inovações e ingressar em mercados que ofereçam oportunidades de crescimento.

Colaboração essa que pode ser facilitada com o uso de tecnologias como o Business Intelligence, que coleta e analisa dados estruturados e não estruturados, fornecendo conhecimento especializado para que os CFOs tomem decisões com mais propriedade e segurança.

O Vale do Silício é um importante exemplo de como a colaboração entre empresas pode proporcionar crescimento sustentável e lucratividade a longo prazo. Compartilhar inteligência em prol do desenvolvimento de soluções que beneficiem a todos é a garantia de um mercado mais próspero.

E você, usa todo o poder da colaboração em seu dia a dia? Digitalizar as finanças da empresa é um importante passo para alcançar esse nível de competitividade!

CFO e sua visão sobre o negócio

Ser o principal executivo de finanças pode fazer com que você se isole dos demais setores da empresa com o objetivo de se manter focado na estratégia financeira. Entretanto, é preciso ir além da sua área de atuação e compreender o funcionamento da organização como um todo.

Conhecer o funcionamento de toda a cadeia de suprimentos, ter ciência das políticas de valorização humana da organização, saber como é o relacionamento com fornecedores, entre outras questões, são essenciais para que o CFO de sucesso agregue valor à atividade empresarial por meio de seu conhecimento especializado.

O que queremos dizer com isso é que, ao compreender a empresa de forma integral, você pode tomar suas decisões com mais propriedade, pautando-se não só no custo ou lucratividade, mas em outros fatores que têm impacto significativo para o sucesso da organização, como a satisfação do cliente, por exemplo.

O CFO precisa adotar novas tecnologias!

Por muito tempo o setor financeiro foi visto como um dos mais tradicionais e inflexíveis dentro das organizações. Tudo o que importava eram os números, os balancetes, a margem de lucro, o patrimônio líquido. Mas isso vem mudando nos últimos anos.

Mais do que relatórios que pouco refletem a condição verdadeira da empresa, o CFO precisa de fontes externas e internas de dados confiáveis, que deem embasamento para a tomada de decisão considerando diversos pontos de vista.

Isso é possível com o uso de tecnologias que permitem captar, processar, analisar e armazenar uma grande quantidade de dados estruturados e não estruturados, como sistemas de gestão financeira. A partir de tais tecnologias, é possível construir cenários, prever tendências e assim planejar o futuro da organização com mais propriedade.

Em suma, o CFO precisa aderir à transformação digital de uma vez por todas, assumindo que este é um caminho inevitável para o seu sucesso enquanto executivo. 

Estamos na era do CFO digital

Dar suporte a um CFO digital é mergulhar em um infinito de análises financeiras e contar com as ferramentas tecnológicas mais adequadas. No entanto, usar novas tecnologias é apenas um aspecto relevante na hora de se tornar um CFO digital.

A ruptura digital foi identificada como uma das tendências mais influentes do século XXI, já que criou novas regras e hábitos na maneira como vivemos e trabalhamos. Tudo mudou, novamente, em todos os aspectos e sentidos que possamos imaginar, desde controles financeiros a emissão de boletos e controles fiscais.

Em uma era de acesso sem precedentes à tecnologia e dados, estudos como o KPMG’s 2016 Global CEO Outlook mostram que mais de 80% dos líderes empresariais da ASEAN tem a convicção de que o período dos próximos 3 anos serão mais importantes para o sucesso de um empreendimento do que os 50 anos passados.

Antes, as finanças eram consideradas algo com importância contábil e não tão estratégica.  Na era digital, os CFOs devem olhar além de suas funções tradicionais para se tornarem estrategistas de toda a empresa, um líder em inovação e mudança. Resumindo: deve ser um tomador de decisões pró-ativo, que aproveita a tecnologia e as soluções financeiras para analisar o panorama geral.

RPA Finnet Gestão Financeira

CFO e a liderança estratégica

Um CFO digital deve ser estratégico na forma como conduz os negócios, e principalmente entender quais são as possíveis mudanças do cenário externo, antes mesmo de que aconteçam.

Segundo o relatório citado, quase dois terços dos CEOs acreditam que o papel do CFO terá uma importância crescente nos próximos anos. Ainda assim, um de cada três CEOs acredita que seus CFOs ainda não estão totalmente preparados para os próximos desafios.

Os CFOs têm insights tão profundos sobre a economia do negócio como líderes de outras áreas. Eles podem aproveitar seus conhecimentos particulares para tomar decisões proativas que contribuam para o crescimento em toda a empresa. Com isso, tornam-se parceiros estratégicos dos CEOs.

Criação de valor orientada por dados

Na era digital, o volume de informações disponíveis está aumentando de forma exponencial. Um CFO digital é aquele que pode ir além, e transformar dados em valor real.

Novas tecnologias de gerenciamento de dados estão dando aos CFOs acesso a insights em tempo real, permitindo tomadas de decisão melhores e mais eficientes, baseadas em dados concretos, e não na intuição. O aproveitamento desses recursos para extrair insights colabora com o engajamento dos CFOs nas escolhas de investimentos estratégicos e em novas parcerias de negócios.

O trabalho digital de um CFO

A evolução da Automação de Processos Robóticos (RPA), o machine learning e as tecnologias cognitivas prometem transformar soluções como as de SaaS e criar uma nova categoria de ferramentas. Um CFO digital deve ser capaz de otimizar essas oportunidades. Utilizar a revolução da inteligência ajuda a alcançar ganhos incomparáveis, seja ​​em eficiência corporativa ou na otimização de custos, gastos e investimentos.

Não há dúvidas de que o papel do CFO está mudando rapidamente. As características citadas no post mostram o aumento das expectativas sobre os CFOs, que precisam entender novas formas de agregar valor e impulsionar o desenvolvimento de negócios em um ambiente de constantes mudanças tecnológicas.

Alinhamento de finanças pelo CFO

Como mencionado, os CFOs eram vistos como profissionais puramente envolvidos em tarefas financeiras burocráticas. Seu papel era controlar as finanças e acompanhar o cumprimento das obrigações fiscais da empresa.

Esse tipo de cenário não dava abertura para que os diretores financeiros participassem da construção de ideias para o negócio. Por isso, eles não conseguiam agregar valor para a empresa como podem fazer agora.

Hoje, a atividade dos CFOs é vista como mais estratégica para viabilizar a conquista dos objetivos que a empresa tem. Por isso, é tarefa do profissional da área coletar e compilar dados que indiquem como esses objetivos podem ser alcançados, o que falta e quais oportunidades a empresa deve abraçar para o seu crescimento.

Como um CFO identifica riscos e oportunidades?

Como haveria de ser, o trabalho de apontar caminhos está relacionado ao de apontar riscos que naturalmente surgem a cada nova oportunidade de crescimento. A atuação estratégica do diretor financeiro também precisa ocorrer aqui.

Assim, apostar em sua capacidade de análise é uma forma que os CFOs têm de gerar valor para a empresa. Mais do que identificar esses riscos, o profissional precisa quantificá-los e, como indica o relatório da Accenture, sugerir formas financeiramente eficientes de minimizá-los.

Todo esse processo, assim como o de alinhamento entre finanças e estratégias, baseia-se em dados. Considerando a complexidade do mercado financeiro e do mercado corporativo em geral, os CFOs precisam de dados em volume e em qualidade. Algo que envolve conhecer bem o negócio e saber como extrair informações dele.


Por anos, o CFO esteve mais envolvido em tarefas da contabilidade diária, das contas a pagar à elaboração de demonstrativos financeiros. Agora, o profissional tem foco maior na conquista de dados que orientam os rumos de um negócio e a tomada de decisões, a Finnet está aqui para apoiar a gestão financeira da sua empresa!

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