Conforme estudo realizado pelo programa de startups da BTG Pactual, o investimento em fintechs no Brasil cresceu mais de sete vezes entre os anos de 2016 e 2018, aumentando de R$203 milhões para R$1,5 bilhões. Empresas como Quinto Andar, Nubank, Gympass e Loggi fazem parte dessas startups. Mas afinal, o que o open banking tem a ver com esse crescimento avassalador?

Atualmente o Brasil não possui uma regulamentação aprovada, mas como dito acima os investimentos já iniciaram para o futuro, possibilitando que essas empresas criem novos produtos, serviços e modelos de negócio. Entenda o conceito e a prática desse fundamento logo abaixo.

Conceito de Open Banking

O conceito fundamental do Open Banking é que todo o mercado das instituições financeiras adote uma padronização para a sua tecnologia, facilitando assim a comunicação de dados entre elas. Pensando no conceito pela óptica do usuário é a oportunidade de se liberar o acesso para que qualquer empresa acesse seus dados de transações realizados em uma instituição financeira, abrindo a possibilidade de expansão de novos serviços. Com o Open Banking esses dados passam a ser de propriedade do usuário e não das instituições financeiras, trazendo flexibilidade e transparência para o consumidor final.

Na prática o que muda?

O Open Banking vem para impactar todas as esferas do mercado financeiro, pois além de ser mais seguro, traz ao usuário a flexibilidade de realizar transações do seu banco, porém fora do seu internet banking. E não são apenas as transações, mas também todas as informações do seu histórico financeiro com uma instituição que poderão ser migrados, quebrando assim todo o processo burocrático que acontece quando precisamos mudar de banco. Com o Open Banking poderemos realizar um pedido de crédito em uma instituição bancária, mostrando nosso histórico bancário de outra instituição.

Quais serão as vantagens para a sua empresa?

Citamos algumas vantagens da transparência e flexibilidade do open banking para os usuários mas e para as empresas, quais serão esses benefícios?

Custo reduzido: o funcionamento do Open Banking é através de APIs abertas, nas quais as empresas poderão integrar seus sistemas, reduzindo seus intermediários e assim abaixando seus custos.

Aumento da competição: com a criação acelerada de novos produtos e serviços por parte das empresas, os consumidores terão mais opções e interesse por empresas engajadas em produtos que proporcionam essa flexibilidade a eles.

Maior segurança nas transações: através da regulamentação que está sendo discutida pelo Banco Central, mas ainda sem data de aprovação, o open banking pretende trazer autonomias ao cliente final, porém mantendo um ambiente seguro entre as instituições financeiras.

Ações com Open Banking no Brasil

Durante o ano de 2020, o Google com o seu programa Startup Zone, irá oferecer uma infraestrutura completa para o desenvolvimento de projetos de startups, e entre essas startups está a empresa AkinTec. O projeto da AkinTec tem como objetivo ser o primeiro open baking em blockchain nas periferias do Brasil, trazendo os serviços de empréstimo, varejo e banco digital para as classes C, D e E.

Outra ação que já foi anunciada agora em fevereiro pelo Banco Central é o PIX (Sistema de pagamentos instantâneos), que promete realizar transações durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, trabalhando em conjunto ao open banking. Principalmente para empresas de pequeno e médio porte o aconselhável é a realização de parcerias com empresas de tecnologia que já possuam uma solução criada, sem ter a necessidade do custo da construção de uma estrutura própria. Já para os grandes bancos a média de investimento para o desenvolvimento de uma estrutura customizada é de R$10 milhões.