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Registro de recebíveis ampliam concorrência e acesso a crédito

Registro de recebíveis ampliam concorrência e acesso a crédito

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O Banco Central (BACEN) anunciou, em 22 de fevereiro de 2018, a Resolução no. 4.638, que afeta o registro de recebíveis. Resumidamente, ela autoriza o funcionamento do sistema de registro de direitos creditórios de duplicatas mercantis.

A resolução sobre o registro de recebíveis é parte das medidas que vêm sendo adotadas a fim de diminuir o custo do crédito no Brasil, incidindo diretamente sobre a concorrência e o acesso ao crédito.

Vamos saber mais sobre esta medida e como ela afeta o sistema de crédito?

O novo sistema de registro de recebíveis

Recebíveis comerciais são mecanismos para obter financiamentos, essencialmente destinados a pequenas e médias empresas. Sua obtenção e antecipação teve alguns avanços a partir do novo sistema de registro implantado pelo BACEN.

Tal sistema inovador amplia os controles de qualidade das informações referentes ao registro de recebíveis, contando com ferramentas que fazem a verificação da existência e autenticidade destes. Dessa forma, reduzem-se os riscos e custos no mercado.

O sistema vem executando ajustes com a intenção de diminuir custos marginais de operações de crédito, aumentando as garantias e a qualidade das informações.

O BACEN ainda busca a aprovação, no Congresso Nacional, do cadastro positivo, que permite que as instituições levem em conta o histórico de crédito dos clientes para personalizar condições de financiamento. Ou seja, os bons pagadores passariam a ser premiados com taxas mais acessíveis.

Registro de recebíveis de cartões

A resolução do BACEN em setembro de 2018 permite a flexibilização das regras para a antecipação de recebíveis de cartões, com o objetivo de prover maior liberdade ao comerciante para escolher o banco no qual vai fazer a antecipação de recebíveis.

Tal medida reflete um descontentamento de empresários, notadamente lojistas, e das novas credenciadoras.

Na atualidade, os estabelecimentos cedem os ao banco como forma de garantia nas operações de crédito, recebendo, obrigatoriamente, os valores integrais das transações em conta do banco em questão. Assim, o domicílio de seus recebíveis pode ser “travado”.

Outro procedimento que vem sendo executado no mercado é a cessão de recebíveis aos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Entretanto, existem as desvantagens da burocracia e da baixa funcionalidade.

Em suma, o BACEN prevê a criação de uma ou mais entidades nas quais credenciadoras e subcredenciadoras façam o registro de recebíveis de cartões dos seus estabelecimentos credenciados, na exata data da negociação.

Tal processo permitiria que os recebíveis fossem cedidos a instituições financeiras, fundos e até mesmo a fornecedores, ficando a registradora com a tarefa de regular o fluxo financeiro, realizando pagamentos aos cessionários e provendo mais segurança às operações.

Cabe salientar que estarão disponíveis para utilização como garantia apenas recebíveis registrados. Além disso, o volume dos recebíveis cedidos como garantia precisam coincidir com o valor realmente utilizado dentro do crédito disponibilizado.

Maior acesso ao crédito e aumento da concorrência

Todas estas medidas do BACEN pretendem regular a utilização dos recebíveis, aumentando segurança e eficiência do sistema e estimulando a concorrência.

Portanto, o novo sistema de registro de recebíveis tem o objetivo de reduzir o custo do crédito aos estabelecimentos, facilitando o acesso ao próprio crédito e diminuindo a ineficiência do sistema financeiro no país.

Quando o consumidor realiza uma compra por dinheiro vivo ou cartão de débito, a operação financeira é muito simples, basicamente se passa da mão ou da conta de uma pessoa para a outra.

Agora quando a transação envolve o crédito (nos diversos formatos, como cartão de crédito, empréstimos, antecipações, etc), o cenário muda, a empresa precisa literalmente acreditar na outra parte (o cliente no caso) que o mesmo irá cumprir com o pagamento.

Ou seja, o risco de crédito vem com a chance do cliente não quitar o que deve. 

Em um dos textos do nosso blog citamos os 5 tipos de riscos financeiros e um deles é o risco de crédito.

Neste texto vamos explicar melhor o risco de crédito e o impacto que o mesmo tem sobre as empresas.

O que é risco de crédito?

Como dito acima o risco de crédito depende da confiabilidade da empresa diante do credor. No cenário econômico atual, a inadimplência está crescendo cada vez mais e por isso é fundamental realizar uma gestão no recebimento de crédito.

Criar uma gestão de risco de crédito é uma forma da empresa antever possíveis inadimplentes. É possível mitigar os impactos com ações específicas. A gestão de risco de crédito é conjunto de ações voltada para tratar riscos e diminuir possíveis prejuízos.

Como funciona a gestão do risco de crédito

É importante criar uma cultura de crédito dentro das empresas, focando as estratégias em dois fatores: diminuição e proteção de risco de crédito.

Assim é possível ter uma assertividade maior nas decisões, melhorando assim, o seu negócio. Por isso é fundamental ter essa cultura que permita a garantia de tomadas de decisões mais seguras e acertadas e que melhorem o aproveitamento das possibilidades de negócio. Para isso, é necessário:

  • Entender a característica do negócio e criar uma cultura de crédito
  • Capacitação de colaboradores para identificar os riscos nas movimentações
  • Criação de processos e fluxos de informações
  • Automação de softwares

As ações não anulam a inadimplência porém é possível reduzir os perigos dela e otimizar as chances de gerar negócios.

Quais são os C’s do crédito?

Mas como montar uma estratégia eficaz para a sua empresa? Para isso foi criado os cinco Cs de crédito, que são:

  • Caráter: se refere ao histórico financeiro do cliente e sua reputação no mercado. São pesquisadas, principalmente, as transações realizadas no passado;
  • Capacidade: O quanto a empresa solicitante do crédito possui para saldar a dívida
  • Capital: Medição do patrimônio líquido da empresa ou cliente e seus sócios, de sua rentabilidade ao nível de endividamento.
  • Colateral: Envolve as garantias dadas em troca do crédito caso não consiga o dinheiro. Contendo equipamentos da empresa, imóveis, ativos, entre outros;
  • Condições: Mede a situação financeira do cliente, as perspectivas do mercado e o contexto econômico.

Existem diversas variáveis no processo de conceder crédito e estudar estes pontos é o ponto de partida para tomada de decisões seguras e assertivas.

Tecnologia na gestão de crédito

automação de processos auxilia e muito na avaliação e monitoramento de riscos de crédito. A utilização de softwares aprofunda os processos de análise de dados e informações, trazendo às empresas diferentes fontes de análise.

É importante que setores de TI, vendas, financeiro e administrativo trabalharem em conjunto para tratar os dados da melhor maneira possível, gerando assim uma concessão de crédito mais segura.

O risco de inadimplência existe em todas as empresas justamente por isso ter uma gestão de risco de crédito é importante, além de utilizar formatos que possam minimizar esse risco.

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