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Crédito & Antecipação
29 Sep 25
5 min de leitura

Risco sacado: Saiba como a Selic pode afetar

Com o aumento da taxa Selic e o acesso ao crédito ficando mais difícil, a oferta de Risco Sacado pode ser uma boa alternativa.

Risco sacado: Saiba como a Selic pode afetar

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Risco Sacado: Qual é o impacto da Selic?

A taxa Selic é um dos indicadores mais importantes da economia brasileira e impacta diretamente o custo do crédito para empresas de todos os portes. Sempre que ela sobe, acessar capital de giro se torna mais caro; quando cai, o crédito tende a ficar mais acessível. No entanto, dentro desse cenário de oscilações, existe uma alternativa que oferece mais estabilidade: o Risco Sacado, também conhecido como Supply Chain Finance .

Neste conteúdo, você vai entender como a Selic influencia o mercado de crédito, por que programas de Risco Sacado sofrem menos com a variação da taxa e de que forma essa prática pode fortalecer toda a cadeia produtiva.

O que é Selic e por que ela afeta o crédito?

Em linhas gerais, a Selic:

É a taxa básica da economia, usada como referência para operações financeiras.

Baliza o custo de funding dos bancos e, consequentemente, as taxas de empréstimos e antecipações.

Afeta o apetite ao risco no mercado, alterando spreads, prazos e exigências de garantias.

Logo, quando a Selic está elevada, linhas tradicionais encarecem e alguns perfis de empresas incluindo pequenas e médias que enfrentam maior restrição de acesso.

O que é Risco Sacado (Supply Chain Finance)?

O Risco Sacado é um programa em que a empresa âncora (compradora) oferece aos seus fornecedores a possibilidade de antecipar duplicatas de notas aprovadas, com taxa baseada no risco da própria âncora.

Dessa forma, o fornecedor recebe antes do vencimento, com custo tendencialmente menor e previsível; já a âncora, por sua vez, estabiliza sua cadeia, melhora prazos de pagamento e reduz riscos de ruptura de abastecimento.

Fornecedor: liquidez rápida, taxa mais competitiva e previsibilidade de caixa.

Âncora: maior poder de negociação, continuidade operacional e saúde da cadeia.

Banco/Plataforma: risco mais qualificado (lastreado na âncora) e processos padronizados.

Como a Selic afeta o Risco Sacado?

Selic em alta: o custo-base sobe para todo o mercado; contudo, o Risco Sacado amortece esse impacto, pois o spread é calculado sobre o risco da âncora, que costuma ser melhor que o do fornecedor isolado.

Selic em queda: o custo total recua; além disso, o spread permanece competitivo, o que potencializa a atratividade do programa.

Volatilidade: mesmo em ciclos incertos, a previsibilidade de taxa e prazo no programa reduz a oscilação de custo para fornecedores, o que estabiliza o capital de giro.

Em outras palavras, a Selic sempre importa; porém, o modelo de risco ancorado suaviza seus efeitos, principalmente para a ponta mais frágil da cadeia.

Como o Risco Sacado ajuda empresas a enfrentar ciclos de juros?

Precificação pelo risco da âncora Como a taxa considera a solidez da compradora, o fornecedor acessa condições superiores às que teria sozinho.

Liquidez previsível Com calendário e limites definidos, o fornecedor planeja produção e estoque com menos sobressaltos.

Redução de inadimplência indireta A antecipação encurta o ciclo de caixa do fornecedor; portanto, atrasos e efeitos dominó tornam-se menos prováveis.

Alavancas comerciais A âncora pode negociar preço, prazo e SLA com base no benefício financeiro entregue ao fornecedor.

Impactos macro na cadeia produtiva

Quando a Selic sobe por muito tempo, PMEs tendem a sentir primeiro: crédito encarece, prazos apertam e margens diminuem. Por outro lado, com um programa robusto de Risco Sacado:

Mais concorrência entre fornecedores (já que o custo de capital melhora).

Menos rupturas de insumos e serviços.

Maior previsibilidade para a âncora planejar produção e vendas.

Em suma, o Risco Sacado protege o ecossistema e dilui choques de juros, mantendo a cadeia funcional.

Boas práticas para operar Risco Sacado em qualquer ciclo de Selic

Onboarding claro de fornecedores Simplifique adesão, padronize documentos e eduque sobre custos, prazos e limites.

Governança de notas Aprove e sinalize eventos (recebimento, contestação, aceite) com SLA definido.

Política de limites e elegibilidade Ajuste limites por perfil de fornecedor, histórico e criticidade.

Diversificação de funding Combine bancos conveniados e, quando fizer sentido, caixa próprio.

Transparência de taxas Simule cenários (juros + spread) e comunique comparativos com linhas tradicionais.

KPIs do programa Acompanhe adesão, volume antecipado, custo médio, prazo médio de pagamento e NPS do fornecedor.

A Selic define o cenário econômico, mas o Risco Sacado pode definir a estratégia das empresas diante das oscilações do mercado. Ao ancorar o crédito no risco da empresa compradora, fornecedores conseguem acessar taxas mais competitivas e previsíveis, mesmo quando o crédito tradicional fica caro.

Em resumo, programas bem estruturados de Risco Sacado aumentam a resiliência da cadeia produtiva, mantêm o fluxo de caixa equilibrado e fortalecem as relações entre empresas e fornecedores.

Gostou do nosso post? Continue acompanhando o blog para descobrir mais conteúdos sobre crédito, gestão financeira e inovação no mercado corporativo.

Infográfico - Vantagens do Risco Sacado

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