Atualmente no Brasil os colaboradores de empresas privadas perdem em torno de 25% da sua jornada de trabalho com atividades de baixo valor, isso de acordo com o estudo da Bain & Company. Sendo que ainda pelos cálculos do estudo, isso seria em torno de 10 horas por semana de cada colaborador. Também segundo outro estudo, no caso realizado nos EUA, com 27 CEOs de grandes empresas, foi constatado que em média os líderes gastam 72% do tempo de trabalho em reuniões, somando em torno de 37 reuniões por semana. Quando questionados se não seria possível diminuir as durações das reuniões, que tem uma média de 1 hora e 30 minutos, eles afirmaram que seria possível, porém precisariam de uma agenda mais clara sobre os conteúdos a serem abordados, e que os colaboradores participantes estejam mais bem preparados.

A partir deste ponto entramos no tema da matéria, do que não pode faltar na apresentação de resultados para os diretores da sua empresa. Com as pesquisas acima entendemos que a prestação de contas deve estar bem estudada, para evitar qualquer tipo de tensão nos responsáveis pela apresentação dos resultados. Mas também que devemos prezar por uma reunião com pautas claras a serem abordadas, e para definirmos essas pautas devemos ter em mente o que o seu diretor preza e tem real interesse.

Claro que todos irão possuir um interesse em comum, que é a rentabilidade da empresa, e para identificarmos isso devemos trazer dois indicadores e uma dica, essenciais para uma apresentação de sucesso: 

1. ROE (Return on Equity)

Levando em consideração que o objetivo da corporação é a rentabilidade, devemos apresentar o ROE (Return on Equity), que é uma análise da divisão entre lucro líquido e patrimônio líquido. Em outras palavras é a divisão do lucro dos acionistas dividido pelos seus investimentos.

Supondo que a empresa investiu R$50.000,00 em ativos  e teve um lucro líquido de R$5.000,00, ela teve uma rentabilidade de 10%, através do indicador da rentabilidade conseguimos saber o retorno de capital que os sócios investiram na empresa. Entretanto temos agora que entender se o lucro que gerou a rentabilidade se transformou em fluxo caixa ou não. Para sabermos essa resposta teremos que analisar o indicador a seguir.

2. Lucro versus Fluxo de caixa

Uma das várias formas de medição da conversão “lucro versus fluxo de caixa”, é convertendo o EBITDA (lucro antes do pagamento dos juros, tributos, depreciações e amortizações), para FCO (Fluxo de Caixa Operacional). Essa é a forma mais comum de saber se os lucros foram convertidos em caixa.

Dica: Realize uma apresentação estratégica

Como citamos no início da matéria, uma apresentação estratégica deve ser curta, pois o tempo dos diretores é escasso e geralmente com uma agenda lotada. A técnica para você diminuir o tempo da sua apresentação é utilizar um discurso claro, direto e assertivo nas análises.  Uma opção é iniciar a apresentação com os dois indicadores acima, pois eles são essenciais para uma tomada de decisão por parte da diretoria. Porém tenha em mente que você deverá estudar muito bem todas as outras métricas de resultado, assim como os objetivos,  características e contabilidade do modelo de negócio da empresa, pois a qualquer momento, você poderá ser questionado pela diretoria, a fim de contextualizar um cenário específico. Utilizando a estratégia de focar nos indicadores mais importantes, mas tendo o conhecimento das outras métricas, você poderá realizar uma apresentação curta, direta e produtiva.